Mudanças Estão Alterando a Rotação da Terra, Aponta Novo Estudo Científico.

Derretimento das geleiras e redistribuição de massa no planeta estão aumentando lentamente a duração dos dias, segundo pesquisadores.

(Imagem meramente ilustrativa/Créditos:Image-fx)

A duração de um dia na Terra pode parecer constante, mas cientistas alertam que o tempo necessário para o planeta completar uma rotação está sofrendo alterações graduais — e as mudanças climáticas têm participação direta nesse processo.

Um novo estudo internacional revelou que o aquecimento global está desacelerando a rotação da Terra em um ritmo considerado sem precedentes na história recente do planeta. 

O fenômeno estaria relacionado ao derretimento acelerado das calotas polares e geleiras, especialmente nas regiões próximas aos polos.

De acordo com os pesquisadores, a água liberada pelo gelo derretido está sendo redistribuída pelos oceanos em direção ao equador. 

Essa movimentação altera a distribuição de massa da Terra, reduzindo levemente a velocidade de rotação do planeta e aumentando a duração dos dias.

Como o derretimento das geleiras interfere na rotação da Terra

A rotação terrestre é influenciada por diferentes fatores naturais, incluindo correntes oceânicas, circulação atmosférica, atividade geológica e redistribuição de massa na superfície do planeta.

Transferência de massa altera equilíbrio do planeta

Os cientistas explicam que, quando grandes volumes de gelo derretem nos polos, ocorre uma transferência significativa de massa para outras regiões do globo. 

Esse processo afeta diretamente o chamado momento de inércia da Terra, mecanismo físico que influencia sua velocidade de rotação.

Segundo o estudo, o efeito atual provocado pelas mudanças climáticas representa um aumento aproximado de 1,33 milissegundos na duração dos dias a cada século.

Embora o número pareça pequeno para a percepção humana, os pesquisadores destacam que a alteração é extremamente relevante do ponto de vista geológico e climático.

Estudo aponta fenômeno sem precedentes em milhões de anos

Os autores da pesquisa afirmam que a taxa atual de desaceleração da rotação terrestre é tão incomum que seria necessário voltar cerca de dois milhões de anos para encontrar algo remotamente semelhante.

O coautor do estudo, professor Benedikt Soja, destacou a enorme quantidade de massa envolvida no processo de redistribuição causado pelo derretimento polar.

Volume de gelo perdido impressiona pesquisadores

Para ilustrar a dimensão da mudança, o cientista explicou que seriam necessárias aproximadamente mil gigatoneladas de gelo se deslocando dos polos para os oceanos para produzir alterações significativas na duração do dia.

Segundo ele, essa quantidade equivaleria a um gigantesco cubo de gelo de cerca de 10 quilômetros de altura posicionado sobre a cidade de Nova York — uma estrutura maior do que o Monte Everest.

Os pesquisadores também destacam que fenômenos naturais sempre influenciaram a rotação da Terra ao longo da história geológica. 

No entanto, a velocidade observada atualmente chama atenção pela forte relação com o aquecimento global provocado pela atividade humana.

Impactos futuros ainda estão sendo analisados

Apesar da desaceleração da rotação terrestre não representar qualquer mudança perceptível na rotina diária da população, cientistas afirmam que o fenômeno ajuda a demonstrar os efeitos amplos das mudanças sobre o funcionamento do planeta.

Especialistas seguem estudando como essas alterações podem impactar sistemas naturais, medições de tempo extremamente precisas, satélites e modelos climáticos utilizados em pesquisas científicas.

O estudo reforça ainda a preocupação internacional com o avanço do derretimento das geleiras e o aumento das temperaturas globais nas últimas décadas.

Você acredita que os impactos das mudanças no planeta ainda podem ser revertidos?


Fonte: Sciencefocus




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