Segunda Esfinge no Egito? Pesquisadores afirmam descoberta sob o Planalto de Gizé

Nova hipótese sobre estruturas subterrâneas reacende debate na arqueologia e divide especialistas

(Esfinge-Créditos:Pixabay/NadineDoerle)

Uma alegação surpreendente voltou a chamar atenção da comunidade científica e do público: pesquisadores italianos afirmam ter identificado evidências de uma possível “segunda Esfinge” enterrada sob o Planalto de Gizé

A hipótese, que também inclui a existência de supostas “megaestruturas” subterrâneas, tem gerado entusiasmo, mas também forte ceticismo entre arqueólogos.

A nova alegação: uma segunda Esfinge escondida

O principal responsável pela teoria é Filippo Biondi, que, junto com sua equipe, já havia apresentado anteriormente indícios de um possível complexo subterrâneo na região de Gizé.

Agora, os pesquisadores retornam com uma afirmação ainda mais ousada: a existência de uma segunda Esfinge localizada em um ponto “espelhado” em relação à atual Grande Esfinge de Gizé.

Segundo Biondi, análises geométricas indicam uma simetria quase perfeita entre as pirâmides e a Esfinge, sugerindo que outra estrutura semelhante poderia estar enterrada sob o solo. 

Ele afirma haver uma “correlação geométrica de 100%”, embora reconheça um nível de certeza de cerca de 80%.

Como a descoberta teria sido feita?

A equipe baseia suas conclusões em leituras de radar de penetração no solo (GPR), uma tecnologia usada para identificar estruturas abaixo da superfície sem escavação.

Segundo os pesquisadores, os dados revelariam anomalias consistentes com grandes estruturas artificiais, possivelmente câmaras ou túneis. Essas formações estariam localizadas em profundidades significativas sob o planalto.

No entanto, a interpretação desses dados é altamente complexa — e justamente onde surgem as maiores críticas.

A Estela dos Sonhos e o mistério antigo

Um dos argumentos usados para sustentar a hipótese de duas esfinges vem de um artefato histórico: a Estela dos Sonhos.

Esse monumento, localizado entre as patas da Esfinge atual, foi erguido durante o reinado do faraó Tutemés IV. Nele, há representações que alguns interpretam como duas esfinges.

Essa possível duplicidade já alimenta especulações há décadas, embora muitos egiptólogos considerem que as imagens possam ter significado simbólico ou artístico, e não literal.

Ceticismo da comunidade científica

Apesar do impacto da alegação, especialistas em arqueologia e egiptologia têm reagido com cautela — e, em muitos casos, com ceticismo.

As principais críticas incluem:

  • Interpretação dos dados de radar: especialistas afirmam que anomalias detectadas podem ser formações naturais ou ruído nos dados.
  • Falta de evidências físicas: até o momento, não há escavações que confirmem a existência das estruturas.
  • Ausência de revisão por pares: muitos dos resultados ainda não foram amplamente validados pela comunidade científica.

O Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito, responsável por autorizar escavações, não confirmou oficialmente nenhuma descoberta desse tipo.

(Esfinge-Créditos:Pixabay/Simon)

Megaestruturas subterrâneas: realidade ou especulação?

Além da suposta segunda Esfinge, a equipe de Biondi também sugere a existência de um vasto complexo subterrâneo sob o planalto.

Essa ideia não é totalmente nova. Há décadas, teorias sugerem que Gizé poderia esconder câmaras secretas, túneis ou até cidades subterrâneas. No entanto, a maioria dessas hipóteses permanece sem comprovação.

A arqueologia moderna exige evidências concretas, como escavações documentadas e artefatos, para validar qualquer descoberta.

O que diz a ciência atual?

Estudos consolidados sobre o Complexo de Gizé indicam que a área já foi amplamente explorada por arqueólogos ao longo de mais de um século.

Embora novas tecnologias continuem revelando detalhes antes invisíveis, descobertas dessa magnitude, como uma segunda Esfinge, exigiriam evidências extremamente robustas.

Até agora, não há consenso científico que apoie a existência de tal estrutura.

Por que a teoria chama tanta atenção?

A ideia de uma segunda Esfinge é fascinante por vários motivos:

  • Poderia reescrever parte da história do Antigo Egito
  • Indicaria um planejamento arquitetônico mais complexo
  • Reforçaria a simetria simbólica na construção de Gizé

Além disso, o fascínio popular por mistérios arqueológicos e civilizações antigas contribui para a rápida disseminação dessas teorias.

Descoberta revolucionária ou interpretação equivocada?

A alegação de uma segunda Esfinge sob o Planalto de Gizé é, sem dúvida, uma das mais intrigantes dos últimos anos. No entanto, ainda carece de evidências concretas e validação científica.

Se confirmada, seria uma das maiores descobertas da história da arqueologia. Por outro lado, se refutada, servirá como mais um exemplo da importância da análise rigorosa na ciência.

Por enquanto, o mistério permanece, e o mundo aguarda por provas mais sólidas.

Fonte: Dailymail



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