Fenômeno foi observado por piloto, copiloto e passageiros durante cerca de 35 minutos; tentativas de identificação por aplicativo de astronomia e controle aéreo não encontraram uma explicação.
Imagem-ilustrativa-gerada-por-IA-Pilotos-avistamento/Créditos:flow.googleUm voo noturno entre Buenos Aires e Bahía Blanca, na Argentina, ganhou um elemento inesperado quando três luzes surgiram no céu diante da aeronave e permaneceram visíveis durante aproximadamente 35 minutos.
O episódio foi relatado pelo piloto Gaspar Gouane, que afirmou não ter conseguido determinar a origem dos pontos luminosos mesmo depois de tentar identificá-los por meio de recursos astronômicos e consultar o controle de tráfego aéreo.
O caso aconteceu recentemente e chamou atenção justamente pela experiência do comandante.
Gouane trabalha como piloto de aviação executiva há 14 anos e afirma estar habituado a reconhecer diferentes fenômenos observados durante voos noturnos, incluindo satélites, estrelas cadentes, aeronaves e os chamados trens de satélites Starlink.
Três luzes apareceram durante o voo para Bahía Blanca
A aeronave havia decolado do aeroporto de San Fernando, na província de Buenos Aires, por volta das 21h, com destino a Bahía Blanca.
O voo seguia normalmente até aproximadamente 22h10, quando o avião estava nas proximidades de Tandil, a cerca de 8 mil pés de altitude, equivalente a aproximadamente 2.400 metros.
O céu estava limpo e sem nuvens, proporcionando boas condições de visibilidade. Foi nesse momento que Gouane percebeu três pontos luminosos à frente da aeronave.
Segundo o relato divulgado pelo jornal argentino El Tribuno, as luzes pareciam mudar de posição entre si, movimentando-se de um lado para o outro e também verticalmente.
Em determinados momentos, desapareciam e depois voltavam a aparecer praticamente na mesma região do céu.
A observação não durou apenas alguns segundos.
Enquanto o avião continuava sua trajetória rumo a Bahía Blanca, os três pontos permaneceram no mesmo setor aparente do céu por cerca de 35 a 40 minutos.
Piloto tentou descobrir o que estava vendo
Um dos aspectos que mais chamou a atenção de Gouane foi a aparente relação entre o movimento das luzes e o deslocamento da aeronave.
De acordo com o piloto, a impressão era de que os pontos luminosos não se aproximavam nem se afastavam significativamente do avião.
Eles pareciam acompanhar a trajetória da aeronave, mantendo uma posição semelhante no campo de visão durante parte considerável do fenômeno.
A percepção, entretanto, não permitia determinar a distância real das luzes. Sem uma referência de profundidade, um objeto observado à grande distância pode produzir uma impressão de movimento ou permanência diferente daquela que realmente possui.
Ainda assim, a experiência chamou a atenção do piloto porque não correspondia, segundo sua avaliação, ao comportamento que ele normalmente reconhece em outros objetos vistos durante voos noturnos.
Aplicativo de astronomia também não identificou as luzes
Gouane possui conhecimentos de astronomia e atua também como astrônomo amador e astrofotógrafo. Por isso, uma das primeiras providências foi tentar descobrir se as luzes poderiam corresponder a algum objeto celeste conhecido.
Para isso, utilizou o aplicativo Stellarium, ferramenta que permite consultar a posição de estrelas, planetas, satélites e outros objetos astronômicos. A aeronave contava com conexão à internet por meio da Starlink, o que possibilitou a consulta durante o voo.
O piloto direcionou o telefone para a região do céu onde as luzes estavam aparecendo, mas não encontrou uma correspondência que explicasse o fenômeno observado.
Essa tentativa, no entanto, não constitui uma identificação científica definitiva do que estava sendo observado.
Um aplicativo astronômico depende de informações como posição, horário e direção de observação, além de poder apresentar limitações para determinados fenômenos ou objetos que não estejam catalogados da maneira esperada.
Controle de tráfego aéreo também foi consultado
A investigação informal continuou por outro caminho. Gouane entrou em contato com o setor Ezeiza Sur, que naquele momento acompanhava o voo, para verificar se havia alguma outra aeronave registrada naquela região.
Segundo o relato publicado pelo El Tribuno, o controle informou que não havia outro voo declarado no setor além da própria aeronave de Gouane.
Mais tarde, depois de passar pela região de Tandil e ser transferido para o controle de Bahía Blanca, o piloto voltou a comunicar o que estava observando.
Novamente, não havia trânsito aéreo reportado naquele setor que pudesse explicar diretamente as luzes. O piloto foi orientado a manter o controle informado sobre o que continuava observando.
É importante destacar que a ausência de outra aeronave registrada não significa, por si só, que as luzes fossem um objeto desconhecido ou de origem extraordinária.
O dado apenas indica que os controladores consultados não identificaram outro tráfego aéreo declarado que correspondesse ao relato naquele momento.
Copiloto e passageiros também testemunharam
O fenômeno não foi observado exclusivamente pelo comandante.
O copiloto e os três passageiros que estavam a bordo também teriam visto as luzes.
Algumas fotografias e vídeos chegaram a ser produzidos durante o voo, mas as gravações feitas por telefone celular em condições de baixa luminosidade não conseguiram reproduzir com a mesma nitidez aquilo que os ocupantes afirmavam enxergar a olho nu.
Esse é um detalhe relevante em relatos envolvendo luzes no céu.
Uma câmera de celular pode registrar pontos luminosos de maneira muito diferente da percepção humana, especialmente quando existe movimento da aeronave, pouca iluminação e ausência de referências visuais próximas.
Por isso, as imagens disponíveis não permitem, isoladamente, determinar a natureza das três luzes.
O piloto não afirma que eram OVNIs
Apesar da experiência incomum, Gouane evitou atribuir imediatamente uma explicação extraordinária ao episódio.
O piloto afirmou que não sabe o que eram as luzes e não apresentou o caso como uma confirmação de presença de objetos extraterrestres.
Sua principal questão, segundo os relatos publicados pela imprensa argentina, é justamente a dificuldade de encontrar uma identificação para algo que ele considera diferente de situações normalmente observadas durante seus voos.
Depois de 14 anos na aviação, Gouane afirma que já desenvolveu experiência para reconhecer diversos tipos de fenômenos luminosos no céu.
Satélites, estrelas cadentes, aeronaves e até formações de satélites Starlink fazem parte do que ele está acostumado a observar.
Por isso, o episódio acabou causando uma impressão particularmente forte.
Imagens de outro episódio fizeram o piloto lembrar do caso
O relato ganhou ainda mais repercussão depois que imagens de luzes semelhantes começaram a circular nas redes sociais durante um apagão registrado recentemente em Buenos Aires.
Ao observar esse material, Gouane afirmou ter reconhecido um padrão semelhante ao que havia visto durante o voo.
Segundo o relato publicado pelo El Tribuno, as imagens fizeram o piloto associar as luzes registradas durante o apagão às três que haviam aparecido diante de sua aeronave durante o trajeto entre Tandil e Bahía Blanca.
Essa associação, porém, não estabelece que os dois episódios tenham necessariamente a mesma origem. Até o momento, o material divulgado não apresenta uma identificação independente capaz de confirmar essa relação.
Um fenômeno ainda sem identificação
O caso do piloto argentino reúne vários elementos que ajudam a explicar por que o relato despertou interesse: três luzes foram observadas simultaneamente por várias pessoas, permaneceram aparentes durante dezenas de minutos e foram acompanhadas enquanto a aeronave continuava seu deslocamento.
Também houve tentativas de identificação durante o próprio voo, incluindo consulta a um aplicativo de astronomia e contato com diferentes setores de controle de tráfego aéreo.
Nenhuma dessas verificações produziu uma explicação conclusiva para o fenômeno.
O termo OVNI, em seu sentido literal, descreve algo observado no céu que não foi identificado naquele momento.
A falta de identificação imediata não determina sua natureza.
No caso de Gaspar Gouane, permanece justamente essa lacuna: um piloto experiente, acompanhado por outras quatro pessoas, observou três luzes que não conseguiu reconhecer durante um voo noturno na Argentina.
Até que informações adicionais, análises das imagens ou outros dados independentes sejam apresentados, a origem das luzes continua sem uma explicação confirmada.
E você, o que acha que poderia explicar as três luzes observadas durante o voo entre Buenos Aires e Bahía Blanca?
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Fonte: eltribuno



