Sol Rompe Calmaria e Dispara Duas Erupções Solares Extremas em Horas: Terra Pode Sentir Reflexos

Explosões solares de classe X encerram quase 80 dias de tranquilidade e reacendem alerta sobre tempestades geomagnéticas, apagões de rádio e impactos em satélites

Imagem Reprodução-Créditos:NOAA GOES-19

Depois de quase 80 dias de baixa atividade, o Sol voltou a demonstrar sua força com duas poderosas erupções solares de classe X, consideradas as mais intensas da escala de explosões solares. 

Os eventos ocorreram em intervalo de poucas horas e já causaram impactos imediatos nas comunicações por rádio na Terra.

As explosões foram registradas na região ativa AR4419, uma grande mancha solar posicionada na borda oeste do disco solar. 

A primeira erupção foi classificada como X2.4, seguida pouco depois por uma segunda ainda mais intensa, de classe X2.5.

O que aconteceu no Sol nas últimas horas?

Segundo monitoramentos internacionais de clima espacial, a primeira explosão ocorreu às 01:07 UTC, enquanto a segunda foi registrada às 08:13 UTC

No horário de Brasília, os eventos aconteceram na noite de quinta-feira e madrugada de sexta-feira.

As duas erupções solares encerraram um longo período de calmaria e surpreenderam observadores, já que ocorreram com apenas sete horas de diferença.

A região AR4419 já vinha demonstrando sinais de instabilidade magnética, com diversas erupções solares de classe M ao longo do dia anterior. 

Isso indicava acúmulo de energia no campo magnético solar.

O que são erupções solares de classe X?

As erupções solares classe X são as explosões mais fortes liberadas pelo Sol. 

Elas emitem enormes quantidades de radiação, raios X e partículas energéticas capazes de afetar rapidamente o ambiente espacial ao redor da Terra.

Quanto maior o número após a letra X, maior a intensidade do evento. Por isso, uma explosão X2.5 é considerada extremamente relevante no monitoramento espacial.

Esses eventos podem causar:

  • apagões em comunicações por rádio de alta frequência
  • interferência em sistemas de navegação
  • riscos para satélites
  • aumento da radiação em rotas polares
  • tempestades geomagnéticas
  • auroras mais intensas

 

Apagões de rádio já foram registrados na Terra

Os efeitos da radiação solar chegaram quase instantaneamente ao planeta. A primeira erupção provocou interrupções em sinais de rádio sobre o Oceano Pacífico e Austrália.

Horas depois, a segunda explosão afetou áreas do Leste Asiático e região do Golfo Pérsico, causando perda temporária de comunicação em frequências abaixo de 20 MHz.

Esse tipo de impacto ocorre porque a radiação ioniza camadas superiores da atmosfera terrestre, prejudicando a propagação das ondas curtas.

Ejeções de massa coronal podem atingir a Terra?

Além da radiação, ambas as explosões lançaram ejeções de massa coronal (CME) ao espaço. 

Essas nuvens de plasma carregadas magneticamente podem provocar tempestades geomagnéticas caso atinjam o campo magnético terrestre.

Os primeiros modelos indicam que o material deve passar próximo da Terra, mas ainda existe a possibilidade de impacto lateral em 26 de abril.

Mesmo um impacto indireto pode ser suficiente para elevar índices geomagnéticos e intensificar auroras em altas latitudes.

Imagem Reprodução-Créditos:Michael Jaeger spaceweather.com

O que é uma erupção simpática observada no Sol?

Antes das explosões principais, cientistas também registraram uma chamada erupção simpática, fenômeno em que duas regiões diferentes do Sol liberam energia quase simultaneamente, mesmo estando distantes entre si.

Esse comportamento sugere forte conexão magnética global e revela um Sol altamente instável.

Por que o monitoramento solar é cada vez mais importante?

Com a dependência crescente de tecnologia, satélites e redes globais de comunicação, o clima espacial deixou de ser apenas curiosidade científica.

Eventos solares extremos podem afetar:

  • internet via satélite
  • sistemas aeronáuticos
  • redes elétricas
  • comunicações militares
  • GPS
  • operações espaciais

Por isso, acompanhar previsões de tempestade solar hoje, erupção solar forte atingindo a Terra e atividade solar em tempo real tornou-se estratégico para governos e empresas.

O Sol está entrando em fase mais intensa?

Sim. O Sol atravessa o pico do atual ciclo solar, período em que manchas solares, explosões e ejeções de massa coronal se tornam mais frequentes.

Isso significa que novos eventos fortes podem ocorrer nos próximos meses.

Se duas explosões extremas aconteceram em poucas horas após semanas de silêncio, o que o Sol ainda pode liberar nos próximos dias?


Fonte: spaceweather.com





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